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Atualizado: há 6 dias


A estrela fria está brilhando mais forte essa noite. Justo na sua vez de assumir a vigília.


Noite Fria no Pântano de Sangue é um conto jogável ambientado em Aljórdia, o reino onde a estrela fria do Bardo Teixo governa o céu noturno há quase cem anos e um limo maldito apodrece tudo o que toca. É uma pequena aventura de point-and-click, inspirada nos clássicos dos anos 90, que se joga em uma noite só, do anoitecer até o primeiro raio de sol.



A história


Você é um emissário do Sindicato, de vigia numa casamata isolada na beira do Pântano de Sangue. O mestre de missões deixou as ordens da noite pregadas na porta, e não é para voltar até acabar tudo. Há um buraco na barreira de sal da fronteira, e algo atravessou por ele.

Lá embaixo, a lama borbulha como se respirasse. E ela tem fome.



Como jogar

Escolha uma ação no painel (Olhar, Pegar, Usar, Abrir, Falar ou Empurrar) e depois clique no que quiser na cena. Explore, converse, combine itens e cumpra as tarefas da noite na ordem que preferir. Cuidado onde pisa e onde põe a mão: em Aljórdia, a morte chega rápido. Felizmente, dá para tentar de novo.


Onde jogar

Dá para jogar aqui mesmo, no navegador, sem instalar nada. Clique na imagem ou no botão abaixo para jogar.


Clique para jogar!
Clique para jogar!

Uma partida dura entre 20 e 40 minutos. Não há como salvar no meio, então separe uma noite fria e um café quente.


Créditos

Uma aventura do cenário Ecos Reinam Aljórdia. Criado por LLC.

Músicas: Saint-Saëns: Danse Macabre; Carnival of the Animals: Aquarium, Beethoven - Moonlight Sonata 3rd Movement, e Richard Wagner - "Tristan und Isolde", Prelude

 
 
13 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 11 de set.


Escondido no fundo de um poço

O menino escapou da chacina

Lá debaixo escutou o alvoroço

E os gritos que vinham de cima

Era um poço antigo e seco

Com o fundo cheio de barro

E de frente ao garoto, um espelho

Esquecido ali, encostado.

Lá de cima o povo gritava:

“Acabou-se! É o fim dessa era.”

Enquanto a Lua se apagava

E seu brilho sumia da terra

A criança, sem entender nada

Suspirou uma pergunta sincera


“Mas, por que que os tempos terminam?”

Questionou o pequeno inocente.

De dentro do espelho no poço

Uma sombra falou de repente:


“Toda era espera um final

Conforme manda o compasso

Do arcano regente atual

Majestade das casas de astros


Que reina uma corte de estrelas

Da estrada dos mortos, no céu

Dançando nos arcos das luzes

De onde brilha o seu carrossel


Mas ninguém governa para sempre

Tanto aqui, quanto embaixo ou lá em cima

Quando cai o astro vivente

A Era do Arcano termina


Aproveito esta nossa boa prosa,

Pra deixar-te um soturno aviso

De que muito em breve vem vindo

O senhor do divino juízo!

Que vem pra tocar teu destino

Pra levar-te direto pro abismo!”


E o menino quebrou o espelho

Assustado com a voz do umbral

Mas os cacos seguiram falando

Mil vozes cantando em coral


“É o fim da era prateada

Da celeste rainha sereia

Toda luz de sua estrela, usurpada

Logo se desfará como areia

E a estrela nortenha que é fria

Já chegou pra roubar sua centelha”

Dito isso, as vozes se calaram

E o menino na escuridão dormiu

Estirado sobre lascas que cortavam

Tão exausto, o pequeno nem sentiu

Em seu sonho, finalmente entendeu,

Naquela noite foi o mundo que morreu.

E quando um novo dia amanheceu,

A estrela fria é que estava em apogeu.


Na fogueira os beatos confirmam:

São tempos de extrema má sorte.

De um arcano deveras terrível,

Até mesmo pior que o da Morte

O bardo já anda entre a gente

E é bom que você se comporte

Não queira ouvir o berrante

“Que Xico Curinga dê sorte!”


 
 
21 de out. de 2025
1 min de leitura
Arnold_Böcklin_-_Villa_am_Meer_I_(1864).jpg

Arnold Böcklin - Villa am Meer I (1864)


- VOCÊ VAI ME ADORAR E SERVIR DE JOELHOS, ENQUANTO O SOL BRILHAR NO CÉU. E QUANDO A NOITE CAIR, VOCÊ ESTARÁ LIVRE.


- Minha Senhora, não há liberdade na noite. Ela é da Morte, e só dela. E eu, não posso te adorar o dia todo. Como sobreviverei?


- VOCÊ VAI ME ADORAR E SERVIR, DE JOELHOS, ENQUANTO O SOL BRILHAR NO CÉU. SEU SUSTENTO, EU PROVEREI NO CONFORTO E SEGURANÇA DO MEU SEIO. E QUANDO A NOITE CAIR, VOCÊ ESTARÁ LIVRE. AGORA OBEDEÇA ÀQUELA A QUEM A MORTE NÃO GOVERNA. NÃO ME REPETIREI NOVAMENTE.


- Sim, minha Senhora...

 
 

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